Olivete Salmória
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Projeto feito pelos espanhóis para a revitalização do centro nem sequer foi pago

 

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Enquanto se coloca toda a expectativa da revitalização do centro na questão da demolição do prédio do Aristiliano Ramos, já autorizado pelo judiciário, mas não se sabe porque razão ainda está lá servindo de casa aos pombos, há outra questão que parece tão complicada quando.

Se trata do projeto de revitalização do centro, elaborado em 2013 por engenheiros espanhóis. Pouca gente sabe que este projeto ainda não foi pago e como me disse uma liderança local: se não foi pago o projeto, o projeto não existe.

 

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A empresa de engenharia da Catalunha, a IDP, que atua em projetos de cidades inteligentes, foi descoberta pelo empresário Roberto Amaral que a apresentou ao governador Raimundo Colombo. Este decidiu confiar a ela o projeto para revitalizar o centro de Lages um de seus grandes sonhos como governador. Pelo acerto à época, a empresa seria contratada pela Acil, mas o governo do estado repassaria o dinheiro para o pagamento.

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O valor do projeto: R$ 495 mil. 

Os engenheiros espanhóis vieram a Lages, ficaram bom tempo por aqui e foi feito então a apresentação do projeto, no Teatro Marajoara, com grande pompa e circunstâncias, inclusive, com a participação do governador Colombo. Grandes outdoors foram exibidos no centro da cidade. Um deles, lembro bem, na rua Nereu Ramos, no espaço em frente à loja de artesanato da Samt, de frente para o calçadão. O dinheiro chegou a ser liberado pelo governo, mas não se entende a razão, o secretário regional não fez o encaminhamento correto ou em tempo hábil e acabou voltado sem chegar à Acil e muito menos às mãos dos espanhóis.

Pelo projeto incial a obra custaria R$ 7 milhões

A direção da Acil, espertamente, quando da assinatura do contrato, incluiu uma cláusula em que não se responsabilizaria pelo pagamento do projeto caso o governo não o fizesse. Portanto, não há como cobrá-la embora tenha sido a associação que tenha contratado a empresa IDP.

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Os espanhóis têm sido insistentes na cobrança, mas até agora não se resolveu o impasse. Não entendo também porque o governo do estado já não resolveu isso, considerando que o valor é muito pequeno (embora, acredito que deverá passar por um reajuste de valores) para pôr em xeque um projeto do tamanho e importância deste. O fato é: se achamos que é o prédio do Aristiliano Ramos que está emperrando a execução do projeto, estamos enganados. Pois a considerar este fato, não temos ainda nem o projeto.

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