Olivete Salmória
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Até as rifas para ajudar as instituições estão difíceis de vender

Está difícil para a prefeitura resolver o problema de vagas nas creches. Mais uma delas irá fechar no final do ano e 42 crianças terão de ser remanejadas para outras unidades.

O corte da ajuda do poder público forçou a Irmandade Nossa Senhora das Graças (com 65 anos de atividades em Lages) a uma decisão definitiva daquilo que já vinha discutindo há algum tempo.

Conforme observou a irmã Celestina Peron, administradora do local, cabe à prefeitura cuidar das creches (área da educação) e a irmandade deve se concentrar na assistência social às cerca de 160 crianças e adolescentes, que se não tiverem esta ajuda ficam até sem alimento.

 

Ajudas foram cortadas

 

Foi necessária a opção, pois até uma ajuda que recebia da Alemanha foi cortada, porque decidiu-se designar para outros países que passam dificuldades maiores. Sem esta verba do exterior e o fim do convênio com o poder público, a irmandade vive hoje de doações e das promoções realizadas. Por mais que o lageano seja solidário e voltado à filantropia, está ficando difícil também isso, porque são muitas as instituições realizando rifas e outras promoções para levantarem recursos.

 

“É pobre ajudando pobre” 

 

Nem as rifas estão vendendo como esperado, como a própria irmã Celestina nos lembra. Já está prestes a concorrer e não venderam nem a metade. E, o que é pior, já gastaram o que rendeu até agora. Realmente, hoje você é abordado a toda hora por alguém oferecendo rifa, bingo ou ingresso para jantar beneficente. Como diz a irmã Celestina “é pobre ajudando pobre”. 

 

Hoje quem não consegue fazer uma cirurgia faz jantar para levantar os recursos. E isto parece ser a solução para todos os problemas de falta de caixa. As instituições que antes tinham convênio também estão lançando mão deste expediente para se manterem.

E até os políticos estão apostando na contribuição espontânea até dos serviços que cabem ao Estado, cito aqui a contribuição criada pela Câmara para ajudar a polícia através da conta da Semasa. Há ainda a contribuição espontânea para hospitais e outros serviços tantos são as necessidades da comunidade. Mesmo aquelas pessoas acostumadas a colaborarem e que ajudam regularmente, hoje já tem de optar por um ou outro tantas são as demandas.

É o caso da irmandade Nossa Senhora das Graças que ainda pretende manter o trabalho social, mas a duras penas, pois terá de reduzir drasticamente os funcionários e a congregação não dispõem de pessoas suficientes para tocar sozinha. Até as congregações sofrem com a falta de membros para executarem os trabalhos a que se propõem. Isso também ocorre na Divina Providência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. E nesta irmandade em questão, além da irmã Celestina, apenas tem mais duas irmãs: uma já idosa e outra que está aqui temporariamente, pois integra uma missão na África.

Comentários  

 
#1 Névio S. Filho 30-08-2017 15:46
Reclamam mas quando houve o golpe apoiaram, a saida do PT não ia melhorar para todos, Lages e o país iriam crescer sem prescedentes, taí, o pobre e as isntituições para entenderem todo aquele processo tiveram que sofrer estas agruras agora, eu particularmente gostaria que fechasse mais instituições só assim o lageano acorda e vierem a burrada que fizeram. Não tenho dó.
 

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