Olivete Salmória
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Apenas oito passaram no concurso seletivo para preencher as 30 vagas do Hospital Tereza Ramos

Levantamento feito pela mídia estadual sobre a situação da saúde pública em SC apontou que o Hospital Tereza Ramos estaria com 38 leitos desativados.

O número surpreendeu-me, diante do grave problema que enfrentamos para os internamentos e também pelo fato de que tínhamos conhecimento apenas de que uma das alas (a Portinari), com 16 leitos, estaria fechada porque falta funcionários na unidade.

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Segundo o que nos informou a diretora Beatriz Montemezzo, os demais 22 leitos estariam bloqueados em virtude do fato de que há vários pacientes isolados, que não podem dividir o quarto com outros em função de sua enfermidade, o que cria esta situação. Seriam mais de 10% do total de 206 leitos do hospital.

 

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 Hoje o Tereza Ramos tem 716 funcionários e, mesmo assim, se recente da falta de pessoal para manter todo o atendimento da unidade que atinge hoje quase cinco mil ao mês. No mês passado a Secretaria de Estado da Saúde abriu processo seletivo para a contratação de mais 30 técnicos em enfermagem para Lages.

“Tínhamos certeza que com isso poderíamos reativar os leitos e conseguir melhorar o atendimento”, diz Beatriz.

Mas, dos cerca de 400 inscritos, apenas oito passaram. E não foi diferente nos demais locais: em Florianópolis era para contratar 366 técnicos em enfermagem e só passaram 24. Em Joinville eram para entrar 95 e só passaram 12.

Segundo o que a superintendência dos hospitais colocou para a direção dos 13 hospitais estaduais, o problema está na baixa qualidade de ensino das universidades que colocam no mercado profissionais despreparados.

Tanto que estão avaliando até a possibilidade de intervir, de alguma maneira, para mudar esta realidade. Diante da situação, será agora aberto um novo processo seletivo sem nota de corte.

No processo anterior a nota de corte era cinco e a mais alta dos oito classificados foi 5,25. A alternativa agora é fazer a reciclagem e capacitação de todo o pessoal que atua nos hospitais para poder superar esta falta de preparo dos profissionais.

 

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