Olivete Salmória
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Sintespe diz que o Tereza Ramos tem 30% dos funcionários necessários

Na semana passada o secretário Regional, João Alberto Duarte concedeu entrevista à Rádio Menina quando afirmou que os funcionários do Hospital Tereza Ramos "fazem corpo mole" e que são altos os índices de atestados médicos nesse segmento.

Afirmou também que a mobilização dos trabalhadores assim como as paralisações por melhorias nas condições de trabalho e atendimento ao público tinham por objetivo tentar derrubar a administradora do Hospital.

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Em função disso, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de SC de Lages expediu uma nota no final de semana, criticando o secretário, lembrando que o Tereza Ramos trabalha hoje com 30% do efetivo necessário. Isso acaba fazendo com que os funcionários dispendam um esforço físico e mental “extremo”, a ponto de provocar lesões por esforços repetitivos.

“Logo a culpa dos servidores estarem sobrecarregados e não conseguirem elaborar suas atividades é única e exclusivamente da política equivocada aplicada pelo governo do estado, que sucateia e desmonta setores públicos. É vergonhoso para o governo culpar esses trabalhadores pelos erros cometidos por uma má gestão que não se importa nenhum pouco com a saúde do trabalhador”, disse a nota do Sintespe.

A direção do sindicato confirma que dos 746 funcionários do hospital, nesta data, 124 estavam afastados por doença. Um volume bastante alto, não há dúvida.

Estas informações nos fazem refletir. Se com 746 funcionários, o hospital tem hoje apenas 30% do quadro de servidores necessário, significa dizer que teria de contar com mais de dois mil funcionários? Para um total de cinco mil atendimentos/mês.

Quantos mais precisará quando os mais 120 leitos da nova ala estiverem ativados? Ou quando lá estiver funcionando também o serviço de emergência? De outro lado, também nos parece bastante elevado o número de funcionários em licença médica. Esta discussão acabou por nos revelar estes dados que por si só já mereceria uma análise mais apurada por parte dos administradores.

Quanto aos equipamentos, o secretário argumenta que estragam porque são utilizados 24 horas não sobrando tempo para a manutenção.

 

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“As pessoas têm de perceberem que o esforço é muito grande para se manter uma estrutura como aquela funcionando. Os recursos são finitos e as necessidades infinitas”, justifica João Alberto.

Comentários  

 
#1 Dado 05-10-2017 16:53
João Alberto tá em uma missão quase impossível lastimar tudo, como faz o grande maestro, que quem vê discursar, os catarinenses passarão fome no dia seguinte sempre reclamando e sempre se elegendo... é uma incógnita a ser resolvida.
 

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