Olivete Salmória
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Flavinho diz que ele, mais que ninguém, tem interesse em ver a história esclarecida

 

Relator da CPI, Lucas Neves indagou ao ex-secretário de Turismo, Flávio Agustini se houve transição na pasta.

 

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- O mais interessado em esclarecer os fatos não é o Ministério Público, os comerciantes ou os vereadores. Sou eu. Fui o responsável. Tenho espírito público e compromisso com a cidade e tenho muito interesse em esclarecer os fatos. Quando construímos a Fábrica da Felicidade, no primeiro ano foi utilizada a serralheria da Samt, vi da necessidade de montar esta produção para poder economizar e crescer o número de peças decorativas. Minha ideia inicial era passar o material para a CDL, mas esta não aceitou. A presidente da  CDL Rosane Pocai e o Jonatan sabem que por mais de uma vez eu tentei conversar com o prefeito e com o próprio Arruda para repassar as informações e dizer o que estávamos fazendo. Quería leva-los na fábrica mas não houve interesse em nenhum momento. A CDL é testemunha da minha vontade em querer fazer esta transição.

 

Existia algum inventário patrimonial do Natal Felicidade?

- Na verdade existe e eu tenho os depoimentos realizados no Ministério Público de que das 612 bolas foram recolhidas 580 e das 22 árvores todas elas estavam lá. Eu tenho aqui um pequeno inventário – é claro que ao longo dos anos algumas coisas se desgastam ou podem sumir, existe vandalismo, roubo -, mas não foram catalogadas as peças, porque ninguém vai catalogar com plaquinhas uma peça que tem uma vida de dois a três anos. Eram 90 mil abraçadeiras é claro que não foram catalogadas. Mas quero até fazer uma sugestão à CPI: todas as compras foram realizadas via Central Única de Compras, pela Comissão de Licitação da prefeitura, com o parecer da Procuradoria do Município. E todas as licitações estão lá e são públicas e poderão quantificar quantas lâmpadas foram adquiridas e outros materiais. Muitas coisas que estão aí colocadas neste Natal foram adquiridas por nós. Seria bom averiguar para poder fazer uma aferição.

 

Depois de deixar a secretaria o Sr. Chegou a retornar ao barracão? Tinha a chave do barracão?

- Não retornei e nunca tive a chave do barracão. O responsável era o Itamar que era o gerente da fábrica. Como é de conhecimento, já no segundo ano eu solicitei um contêiner para armazenar o material de maior valor agregado que ficou dentro do barracão. O contêiner do barracão era fechado com cadeado e o Itamar que tinha a chave.

 

-Os materiais iam sendo trabalhado ao longo do ano e melhorado. Por exemplo as luzes do túnel foram trocadas duas ou três vezes para melhorar a qualidade de um local emblemático para que não precise ser trocado ao longo do período natalino.

 

Como o senhor tomou conhecimento deste possível sumiço do patrimônio Público? Havia dado falta de algum material.?

- Vi como os outros viram: nos jornais. Não senti falta do material porque a minha determinação foi colocar todo o material na rua. Não ficou nada estocado. Tanto que nós tínhamos iluminado a praça Vidal Ramos, a Via Gastronômica e outras avenidas.

 

O Sr. sabe estimar o valor do patrimônio?

- vou passar às suas mãos uma estimativa, pois o valor de uma peça desta é subjetivo. Quando você pega uma bola daquelas que foi idealizada pelo Hercílio – irmão do Ernane da Banca Central que também idealizou o túnel – tem um valor agregado. O Hercílio vendeu bolas destas por R$ 400,00 a R$ 500,00. Mas a estimativa é de R$ 600 mil.

 

Tudo o que fiz foi de forma compartilhada, me reunindo, discutindo trocando ideias e ouvindo os artistas, mas era o ordenador primário, o responsável. O sonho geral sempre foi meu, fui o idealizador..

 

Tem conhecimento de que ex-servidores da Secretaria de Turismo hoje atuam organizando eventos de Natal em outras cidades do estado?

- Tenho conhecimento do Beto Sanson que  no ano retrasado já prestou serviço. Também tem experiência em eventos. Quando voltei da Santur eu trouxe cursos e todo mundo apreendeu a buscar recursos. Tenho conhecimento que o Beto está atuando em Joaçaba, Itajaí e Itapema.

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Jair questionou sobre a informação de que algumas peças que foram colocadas este ano já haviam sido adquiridas.

- É bom rever dos editais da prefeitura. Estão lá: soldadinhos que estão por ai que estavam ali no Junliu’s no mês de outubro, que estavam na Casa do Papai Noel no ano passado que no nosso edital está lá: aquisição. O Papai Noel do calçadão, é aquisição da prefeitura. O trenó nós ganhamos da Batcar.

 

Flavinho diz que o túnel de luzes tinha 337 metros e todos os anos eram adquiridas lâmpadas porque têm durabilidade de três a quatro anos. Encerrou dizendo que tem muita coisa nesta história mal esclarecida.

Quinta, 14 de Dezembro de 2017 01:11
Escrito por: Olivete Salmória | Última atualização em Quinta, 14 de Dezembro de 2017 01:44

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