Olivete Salmória
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Ainda sobre a morte de uma idosa no Tito Bianchini

Uma senhora de 55 anos, de São José do Cerrito, faleceu na segunda-feira, no Pronto Socorro Tito Bianchini. Ela deu entrada na unidade às 14h47min apresentando sinais de enfarte – com as mãos e faces roxos- e duas horas depois veio a falecer, na mesma instituição. A Secretaria de Saúde chegou a expedir, no mesmo dia, uma nota dizendo que a senhora chegou a cair da maca mas foi amparada por uma enfermeira que não deixou que fosse ao chão. Mas pessoas que estavam no local e acompanharam tudo, contam que a senhora chegou mal, não conseguindo nem respirar e ficou por mais de 35 minutos aguardando sentada em uma cadeira pelo atendimento. A própria falta de ar fez com que ela fizesse o movimento para levantar e acabou caindo de joelhos batendo a cabeça no chão.

“E não havia ninguém para ampará-la”. Foi o médico que estava fazendo outro atendimento que viu ela caindo e foi então atende-la. Tanto que os familiares desta senhora e mesmo estas pessoas que acompanharam o caso deverão ir ao Ministério Público para pedir cópia do vídeo de monitoramento para comprovar tudo isso.

Obviamente que uma pessoa que já foi conduzida para lá pelo Samu teria de ter atendimento imediato como deveria ser o caso. As mesmas pessoas que acompanharam o caso desta senhora que veio a óbito na segunda-feira, também constataram que uma senhora de 92 anos aguardou por seis horas, sentada em uma cadeira, o resultado de um exame que não deveria demorar mais do que meia hora. Não por culpa das pessoas que trabalham no Pronto Socorro, mas pela própria estrutura física e de pessoal que é precária e está muito aquém do necessário.

Hoje, a expectativa de melhoria do atendimento está depositada na nova UPA que deverá estar pronta até dezembro. Pois nem mesmo o aparelho de Raio X que foi repassado pelo Hospital Tereza Ramos para o Pronto Socorro há cerca de 4 anos, não foi instalada – apesar de se montar até uma sala especial para isso – porque a rede elétrica não comporta esta sobrecarga. Uma vez pronta a UPA, o que se espera é que funcione como ela foi concebida, como se fosse um pequeno hospital, com médicos de quatro especialidades disponíveis e laboratório para os primeiros exames.

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