Olivete Salmória
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Déficit do LagesPrevi já chega a R$ 1,6 milhão ao mês

Recentemente o prefeito Antônio Ceron manifestou preocupação com relação ao déficit crescente do LagesPrevi. Dizia ele que no início do ano passado era de R$ 500 mil ao mês e em junho deste ano já está em R$ 1,6 milhão.

A grande verdade é que chegará um momento que a prefeitura não terá mais condições de cobrir esta conta, sob pena de também quebrar. O assunto chegou à Câmara através de um pedido de informação do vereador David Moro, nesta terça-feira.

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Além de querer saber das soluções que a prefeitura estava estudando para resolver o problema, David questionou: É viável manter ativo o instituto do Lages Previ se este está arrecadando menos do que se paga? - Como estará o Lages Previ daqui a 10 (dez) anos se esta situação não for solucionada?

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A vereadora Aidamar Hoffer alertou o vereador que a pergunta esta errada: viável ou não, alguém terá de pagar esta conta. Disse que o instituto já iniciou errado porque quando foi criado em 1991, na administração de Raimundo Colombo, “ganhou de presente cerca de 100 aposentados que nunca contribuíram para a previdência municipal”.

Consultando o Portal Transparência se pode constatar que hoje o instituto tem 1.088 aposentados e uma folha de pagamentos de R$ 4,39 milhões. Somente 130 aposentados consomem cerca de R$ 1,5 milhão, porque os vencimentos são superiores a R$ 10 mil/mês. Hoje o servidor público municipal se aposenta com 100% de seus vencimentos.

O mais alto deles é de um auditor tributário que se aposentou com R$ 17.919,00. E, o instituto paga de pensão ao cônjuge o mesmo valor dos proventos do falecido. A viúva do ex-prefeito Renatinho que se aposentou como consultor jurídico da Câmara, recebe hoje R$ 16 mil. É o segundo maior provento pago pelo LagesPrevi.

No INSS, por exemplo há o limite máximo do valor de contribuição: há um teto máximo dos proventos a serem pagos. Com a segregação de massas realizado pelo instituto há quatro anos, os servidores que ingressaram a partir desta data têm regime diferente, com teto máximo para aposentadoria.

Tanto que a contribuição destes novos servidores permitiu que o instituto fizesse um caixa de R$ 30 milhões, mas que não pode ser usado para pagar os demais. Levará, portanto 30 anos para equilibrar as contas. Até lá será preciso tomar medidas rápidas, porque se for assim, em pouco tempo a prefeitura terá de tapar um furo mensal de mais de R$ 10 milhões. Entre as alternativas está o aumento do valor de contribuição.

Por decisão dos vereadores, o presidente do LagesPrevi, Aldo da Silva Honório deverá ser chamado, no retorno do recesso, para que explique melhor a situação do instituto.

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