Olivete Salmória
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Uma interinidade com a agenda cheia

Não sei se a agenda do prefeito em exercício foi elaborada de comum acordo com o titular Antônio Ceron ou foi iniciativa do próprio vice-prefeito Juliano Polese, para este período de interinidade, neste mês de janeiro.

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Incluiu até as obras prometidas em sua interinidade do ano passado, dando a ordem de serviço para a construção da arquibancada do campo do Bairro Centenário. Prometida há um ano e efetivada só agora. Até a deputada federal Carmen Zanottto (PPS) colaborou com a agenda de Polese com a solenidade de entrega de quatro veículos com recursos de suas emendas (R$ 360 mil) para atender a área da Saúde.

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Semana passada foi concluída outra obra: as cabeceiras da ponte em concreto entre os bairros Ipiranga e Copacabana que estava inconclusa há mais de dois meses. Segunda (28) aconteceu a entrega dos tablets aos agentes de Saúde. E para marcar mais esta sua passagem pela cadeira de prefeito chamou para Lages a final da Copa Brasil Masculina de Volei.

 

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Enfim uma agenda incomum para os vice-prefeitos que normalmente ficam apenas com uma caneta sem tinta, sem qualquer autonomia para agir. A começar, os prefeitos costumam reservar o mês de janeiro para sair em férias, quando normalmente os servidores também desfrutam de férias coletivas. Só aí já podemos deduzir que estaria bastante limitada a sua atuação.

Resta somente dar andamento a compromissos e atos já previstos, com a marca do titular. Embora isso seja comum, os vice-prefeitos sempre têm esperança de que com ele será diferente, em nome do período de namoro e casamento de bom convívio na campanha. Conversava outro dia com um vice-prefeito que me dizia que “sempre acabamos nos convencendo que desta vez será diferente e seremos valorizados no processo administrativo, nas acaba não acontecendo”.

Portanto em cerca de 85% das administrações, senão mais, o prefeito e o vice acabam se desentendendo ao longo dos quatro anos de mandato.

Os vices entendem que sua participação na chapa foi decisiva na eleição. Que emprestou seu prestígio e liderança ao titular do cargo sem receber nada em troca e ainda enfrentando a cobrança de seus eleitores.

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