A ascensão estatística do partido Missão em Santa Catarina confirma o que a passagem de Renan Santos por Lages nesta semana já indicava: há um movimento de reorganização na direita catarinense que busca oxigênio fora do bolsonarismo tradicional. O crescimento de 65% no número de filiados em apenas dois meses coloca a legenda em um patamar de destaque como “fato novo” para 2026. O partido passou de 672 integrantes no Estado em janeiro para 1.111 em março, último mês com dados disponíveis no sistema do TSE.
A confirmação do empresário e ex-lutador Marcelo Brigadeiro como provável nome para o governo do Estado altera a temperatura do debate. Brigadeiro possui uma comunicação agressiva e direta, o que deve forçar os outros candidatos do campo da direita (como o próprio governador Jorginho Mello) a saírem da zona de conforto. O Missão não quer apenas participar; quer disputar o espólio da “nova política” que o PSL/PL dominou nas últimas eleições.
O Missão surge como uma alternativa de “terceira via” para o Legislativo. O aumento de filiados no Estado sugere que as nominatas para deputado estadual e federal devem vir encorpadas, possivelmente com nomes jovens da região que buscam se desvincular das figuras tradicionais da política serrana.






