Quatro deputados estaduais agora vão para Brasília
A partir de 2027, quatro deputados que hoje integram a Assembleia Legislativa de Santa Catarina vão trocar o Parlamento estadual pela Câmara dos Deputados, em Brasília.
Sargento Lima (PL), Julio Garcia (PSD), José Milton Scheffer (PP) e Paulinha (Podemos) foram eleitos neste domingo e passam a representar o estado no Congresso Nacional. Os quatro estão entre os 16 deputados federais eleitos por Santa Catarina para o mandato de 2027 a 2031.
A chegada dos parlamentares à Câmara Federal marca uma renovação da bancada catarinense a partir de trajetórias construídas em diferentes áreas da vida pública.
Entre eles, há representantes com experiência na segurança pública, na agricultura, na administração municipal e no Legislativo estadual, além de uma trajetória marcada pela passagem por órgãos da administração e instituições de controle.
“Ganhar ou perder faz parte do jogo”, diz Raimundo
“…obrigado a todos aqui que confiaram em nós, que caminharam ao nosso lado, que deram a sua contribuição. Independente do resultado, esta foi uma boa eleição. De novos amigos e de velhos amigos, de um mesmo ideal. Fizemos a nossa parte.
Para mim, essa eleição era uma causa. Uma causa de melhorar a representação regional, que não deixasse um vazio que pudesse nos prejudicar, e de lutar por aquelas mudanças que o Brasil precisa e que eu espero que elas venham a acontecer.
Ganhar ou perder faz parte do jogo. Na minha luta, na minha história de vida, eu ganhei muitas eleições e perdi outras. Isso faz parte, não me abate. Eu tenho a mesma energia, a mesma boa vontade, porque a missão foi cumprida. E é nela que eu agradeço e me afirmo a cada um de vocês. A cada um de vocês, muito obrigado!
E a gente não pode parar. Ideal é uma coisa que só morre com a gente, e o ideal de ajudar as pessoas é aquilo que nos dá energia todos os dias. Essa energia está presente e nós estamos juntos. Que Deus abençoe a todos e a gente vai seguir lutando por aquelas causas que acredita, sempre! Um grande abraço, muita paz e tudo de bom.”
Palavras do candidato Raimundo Colombo (PSD) ao receber o resultado da eleiçáo.
Em Lages, 32.983 votos ficaram fora das urnas
A análise dos dados eleitorais de Lages revela um fenômeno central na política local: o volume de “não-votos” (abstenções + brancos + nulos) é grande o suficiente para definir ou alterar o resultado de vagas proporcionais e majoritárias na região.
Eleitorado total estimado: ~124.570 pessoas.
Comparecimento efetivo: ~98.310 eleitores (78,92%).
Abstenção: 26.260 eleitores (21,08%). A cada 5 moradores aptos a votar em Lages, mais de 1 não foi às urnas.
O argumento de que os votos perdidos mudariam a representação do município é matematicamente correto:
Para Deputado Estadual:
Abstenção + Brancos + Nulos = 32.983 votos fora da urna.
Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), votações entre 25.000 e 35.000 votos costumam garantir a eleição de um deputado estadual. Apenas a “sobra” de Lages seria suficiente para eleger com folga um deputado estadual exclusivo da cidade.
Para Deputado Federal:
Abstenção + Brancos + Nulos = 35.371 votos fora da urna.
Como os quocientes eleitorais federais são altos, nenhum município médio se elege sozinho a federal. Contudo, 35 mil votos adicionais formariam uma base regional decisiva para impulsionar qualquer candidatura da Serra Catarinense à Câmara dos Deputados.
A variação no índice de votos brancos e nulos mostra onde o eleitor prestou mais ou menos atenção:
| Cargo | Brancos + Nulos (Votos) | % sobre Votantes | Diagnóstico de Comportamento |
| Presidente | 3.512 | 3,55% | Engajamento Máximo: Polarização nacional faz o eleitor escolher um lado. Pouquíssimo desperdício. |
| Governador | 8.434 | 8,58% | Engajamento Alto: Disputa estadual direta e visível. |
| Dep. Estadual | 6.723 | 6,84% | Foco Local: O eleitor costuma conhecer candidatos locais à ALESC. |
| Dep. Federal | 9.111 | 9,27% | Desconexão Proporcional: Distanciamento dos nomes à Câmara Federal gera mais votos em branco. |
| Senado | 27.855 | 28,33% | Desinteresse / Desinformação: É o cargo majoritário mais “esquecido”, com índice elevadíssimo de anulação/branco. |
Ascensão veloz na política catarinense
A cirurgiã-dentista e atual vereadora de Criciúma, Giovana Mondardo (PCdoB), consolidou uma ascensão veloz na política catarinense ao ser eleita deputada federal com 114,7 mil votos nas Eleições 2026. Conhecida por sua atuação com lives durante a pandemia, Giovana torna-se a primeira representante da história do PCdoB a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado, alcançando o feito em sua segunda tentativa — em 2022, havia somado 38,8 mil votos.
A vitória de Giovana foi decisiva para o desempenho do campo progressista: mesmo diante do avanço de bancadas conservadoras no estado, a federação formada por PT, PCdoB e PV ampliou sua presença federal de duas para três cadeiras.
“Foi o resultado de um trabalho intenso”, diz Lucas
“Esse resultado não é só meu. É fruto do trabalho intenso e das entregas do nosso mandato nos últimos quatro anos. Também pertence a cada pessoa que abriu a porta de casa, colou um adesivo no carro e acreditou que a Serra pode mais. Recebo essa votação com muita responsabilidade. Exatamente dez anos depois de ter sido o vereador mais votado de Lages, sei o tamanho da confiança que as pessoas depositaram em mim”, afirma o deputado Lucas Neves ao comemorar a concquinta dos mais de 82 mil votos.
Da televisão para a política
Lucas Felipe Melo Neves nasceu em Lages, em 26 de novembro de 1988. Jornalista, construiu carreira na televisão como repórter, apresentador e coordenador de jornalismo.
Em 2016, trocou a TV pela política e se elegeu vereador pelo PP com 6.192 votos, a maior votação da história do município. Exerceu o mandato de 2017 a 2020 e recebeu, em 2018, o Prêmio Boas Práticas da Udesc pelo projeto Gabinete Móvel.
Ainda em 2018, disputou uma vaga na Alesc, fez 26.794 votos e ficou como quarto suplente da coligação. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Lages e terminou em terceiro lugar, com 22.691 votos (27,56% dos válidos).
Em 2021, atuou como assessor regional do Governo de Santa Catarina na Serra. No ano seguinte, chegou à Assembleia Legislativa pelo Podemos. Está no Republicanos desde março de 2026.
As abstenções tiveram leve aumento nestas eleições
Santa Catarina encerrou as eleições de 2026 com 100% das 17.326 seções totalizadas e mais de 4,6 milhões de eleitores comparecendo às urnas.
O balanço apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) na noite deste domingo (4) destacou a tranquilidade do pleito, o funcionamento do sistema eletrônico de votação e a atuação conjunta da Justiça Eleitoral e das forças de segurança nos 295 municípios catarinenses.
Dos 5.734.651 eleitores aptos a votar neste domingo, 4.648.159 compareceram às urnas, o equivalente a 81,05%. Outros 1.086.492 não votaram, fazendo a abstenção chegar a 18,95%.
A estrutura montada para o pleito contou com 100 Zonas Eleitorais, 17.326 urnas eletrônicas e 3.450 locais de votação, além da atuação de mais de 80 mil mesários e auxiliares da Justiça Eleitoral.
Neste domingo, os catarinenses votaram para presidente, governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
No momento da coletiva de encerramento realizada pelo TRE-SC, 99,92% da apuração já estava concluída. A totalização chegou a 100% às 21h55.
O presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, destacou que o resultado foi fruto de um trabalho iniciado muito antes do dia da votação.
O comparecimento às urnas ficou em 81,05% na totalização dos votos. Dos 5.734.651 eleitores aptos, 4.648.159 votaram e 1.086.492 se abstiveram, índice de 18,95%.
Em 2022, Santa Catarina tinha 5.489.658 eleitores. No primeiro turno daquele ano, 4.476.798 compareceram, correspondendo a 81,55%, enquanto 1.012.860 não votaram, uma abstenção de 18,45%.
Na comparação entre os dois pleitos, o eleitorado considerado nessa totalização cresceu em 244.993 pessoas, cerca de 4,46%. Também foram às urnas 171.361 eleitores a mais do que há quatro anos.
O número de ausentes aumentou em 73.632 eleitores. Proporcionalmente, a abstenção passou de 18,45% para 18,95%, uma alta de 0,5 ponto percentual.
26 deputados foram reeleitos
Entre os 40 candidatos eleitos para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, 26 são parlamentares reeleitos, 11 irão exercer pela primeira vez o mandato de deputado estadual, e 3 retornam à Alesc.
O coletivo vitorioso da eleição representa uma renovação de 35% das cadeiras do Parlamento. A nova composição da Alesc contará com cinco deputadas e 35 deputados.
Os parlamentares eleitos devem ser diplomados pela Justiça Eleitoral catarinense até 18 de dezembro, e tomarão posse no Plenário Osni Régis, do Palácio Barriga-Verde, em 1º de fevereiro, para a 21ª legislatura da Assembleia Legislativa.
Mulheres são as mais votadas
As duas maiores votações individuais foram das deputadas Ana Campagnolo (PL), com 387.523 votos e Luciane Carminatti (PT), com 124.590 votos. As mulheres voltam a ter cinco representantes no Parlamento, mesmo número de eleitas em 2018.
Carminatti fez mais de 6 mil votos na serra
Quero deixar aqui o meu mais sincero agradecimento a cada uma e cada um de vocês que ajudou a construir essa caminhada da nossa deputada Luciane Carminatti na Serra Catarinense.
Foram mais de 6 mil votos na nossa região, e cada voto representa confiança, carinho e reconhecimento ao trabalho da Luciane.
Meu agradecimento especial a todas as pessoas que participaram das reuniões e dos eventos, ajudaram na organização, compartilharam os materiais, divulgaram nas redes sociais, colocaram a campanha na rua e conversaram com amigos, familiares e colegas.
A todos que, de alguma forma, ajudaram a levar o nome e o trabalho da nossa deputada adiante: muito obrigado!
A Luciane ultrapassou 124 mil votos em Santa Catarina e chega à Assembleia Legislativa com mais força. A nossa voz chega com mais força!
Seguimos juntos, com muito trabalho e compromisso com a Serra Catarinense.
*Yuri Amaral*
Assessor da deputada Luciane Carminatti na Serra Catarinense







