Uma das medidas: proibição do consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas

NOTA PARA A IMPRENSA

Na noite de ontem, a Câmara de Vereadores de Lages realizou audiência pública para discutir a situação das pessoas em situação de rua no município, tema que tem gerado grande preocupação por seus reflexos na assistência social, na saúde pública, na segurança e na ordem urbana.

Durante a audiência, um dos pontos destacados pela Polícia Militar, por meio do capitão Bruno Montovani, foi a necessidade de o município avançar na criação de uma legislação que proíba o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas, como medida de enfrentamento à desordem e de preservação da segurança e do uso adequado dos espaços públicos.

Em meu pronunciamento, destaquei que já está em tramitação na Câmara um projeto de lei de minha autoria que prevê exatamente essa medida, com regras objetivas para restringir o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos, especialmente em situações que comprometam a ordem, a segurança e a convivência da população.

Isso mostra que uma demanda trazida até a Câmara já está sendo atendida, demonstrando o quanto levamos a sério este tema e que a audiência pública gera resultados positivos.

Ainda durante a audiência, nos bastidores, conversei com a prefeita e com membros do secretariado municipal sobre a importância desse projeto para Lages, reforçando o pedido para que a base de vereadores também apoie essa proposta, que considero necessária, equilibrada e alinhada ao interesse público.

Defendo que Lages precisa de políticas públicas que unam acolhimento, tratamento, oportunidade e firmeza, garantindo dignidade para quem precisa de apoio, mas também segurança, respeito e ordem para toda a população.

Jonata Mendes
Vereador de Lages

Ainda sobre a audiência pública… sobre moradores de rua

Acompanhei o debate de ontem e saí com uma impressão muito clara: estão tentando “criar” uma solução simples para um problema complexo demais.

De um lado, existe um grupo que defende a “limpeza da cidade”, numa lógica higienista que contraria frontalmente as políticas públicas instituídas em nível nacional.
De outro, há movimentos sociais organizados que compreendem a complexidade do problema, mas que também se perderam bastante na fala de ontem ao afirmarem que há ações truculentas de abordagem em Lages. Em que momento? Em que situação concreta? Isso não corresponde ao que se vê aqui.

Ao contrário do que se vê em cidades como Chapecó, Balneário e Florianópolis, onde esse tipo de abordagem é rotineira, em Lages a prefeita tem optado pela ação direta, sem exposição e longe dos holofotes. Por isso, dizer que estão “empurrando com a barriga” é, no mínimo, uma injustiça com quem realmente trabalha todos os dias na ponta.

Agora, também é preciso dizer com franqueza: boa parte dos nossos vereadores demonstra despreparo. Muitos desconhecem — ou fingem desconhecer — legislações básicas. Em vez de contribuírem com seriedade, acabam recorrendo a discursos inflamados que, não raras vezes, afrontam direitos constitucionais fundamentais.

O debate é importante, sim. A sessão terminou sem resposta? Sim. Terminou sem solução? Também. Mas é exatamente esse o ponto: não existe saída fácil para um problema dessa dimensão.

É preciso construir diálogo, responsabilidade e política pública séria. Ou alguém realmente acredita em solução milagrosa? E, se acredita, que diga qual é. Mas que fique claro: qualquer medida, para ser legítima, precisa respeitar a legislação vigente e, acima de tudo, a dignidade da pessoa humana.

Márcio Oliveira

 

A verdade é que a Cármen é burocrática.
Essa turma vem pra Lages sabendo que o assistencialismo aqui é gigante, não há um processo de abordagem eficaz, as equipes não sabem a maneira correta de como lidar com essas pessoas, servidores da assistência social pegam essa galera e jogam no Caps e deixam a bronca para os servidores da saúde, a grande maioria deles não querem tratamento, eles vêm pra Lages porque a rede de apoio somada a falta de rigor da prefeitura, causa um ambiente perfeito para eles. Centro POP dá alimentação, albergue. dá estadia para dormirem, população da esmola para usarem drogas, no Caps eles têm consultas quase diariamente com psiquiatra, onde eles pegam a medicação e vendem, tem assistente social, que ao invés de mostrar pra eles que o tratamento seguido rigorosamente, pode ser libertador, fica ensinando atalhos para conseguirem benefício via INSS.
Não vamos resolver o problema, se não houver rigor para; abordar, identificar de onde vêm e o que vêm fazer aqui, fazer um cadastro e dar prazos para que arrume um emprego e moradia, e devolver aos municípios de origem em caso de situação de rua. Agora, fazer reunião a cada 2 meses, somente para fingir que está preocupada com o problema, não vai adiantar.
A solução não é simples, não é fácil e nem barata, mas quanto antes começar a agir, mais chance de obter algum resultado positivo.

Reforço, equipes da prefeitura precisam ser cobradas, pois é inadmissível que uma assistente social de um Caps, que sabe que se eles acessarem benefícios como o BPC, vão usar para comprar bebidas alcoólicas e drogas, não pode ensinar atalhos para eles se “Aposentarem”, tem que ter uma troca, vai comer no POP e dormir no albergue? Ok, mas no outro dia vai ajudar alguém da Secretaria de Obras ou Serviços Públicos, a fazer uma roçada, pintar um meio fio, limpar uma praça, o trabalho dignifica.
É nosso dever, devolver as praças da cidade para as famílias.

José Leopoldo

Alerta para o risco que corre o coletor de pinhão

A Celesc reforça o cuidado extremo no manejo das araucárias próximas à rede elétrica. O alerta ganha urgência dianteda informação da Epagri/Cepa, que estima uma safra de 3,7 mil toneladas este ano — um recuo de 32% comparado ao ano anterior.

Essa escassez pode levar o colhedor a arriscar-se em pinheiros de difícil acesso ou perigosamente perto da fiação. “O risco não escolhe tensão. O perigo está tanto nos cabos que alimentam os transformadores, de média tensão, quanto nos que chegam às residências, de baixa tensão. Qualquer contato ou mesmo a proximidade pode ser fatal. Em solo úmido — condição comum nas manhãs da serra — o risco é ainda maior”, alerta Helton Julio Perraro, gerente de Segurança, Saúde e Bem-Estar da Celesc.

Avenida recebe novamente obra para estabilizar margens do rio

A Prefeitura de Lages iniciou, nesta quinta-feira (9), uma obra de contenção de encostas na Avenida Belisário Ramos (Carahá), em um trecho crítico próximo ao Empório das Carnes.

A Secretaria de Obras está utilizando o enrocamento de pedras, que consiste na colocação estratégica de grandes blocos de rocha para proteger a margem do rio. Esta técnica é escolhida dissipar a força da água e reduz o impacto das correntes contra o barranco. Garante que o solo não ceda e permite a passagem da água, evitando o acúmulo de pressão no talude.

A prefeita Carmen Zanotto e o secretário de Obras, Cleber Machado Arruda, destacaram que a medida é preventiva. A Avenida Carahá sofre recorrentemente com cheias e alagamentos, e a estabilização das margens é fundamental para que a infraestrutura suporte melhor os eventos climáticos extremos.

Posse da nova diretoria da Associação Empresarial de Urubici

A Associação Empresarial de Urubici (ACIUR) iniciou um novo ciclo de gestão na noite desta quarta-feira, 08 de abril, com a cerimônia de posse da diretoria para o biênio 2026/2028. A solenidade oficializou a empresária Isadora Correia de Oliveira como presidente da entidade, tendo como vice-presidente Marli Adriana Silveira. Durante a solenidade, também foram empossados os demais membros da diretoria e os coordenadores dos núcleos empresariais.

Um texto que nos faz refletir…..

Vivemos um tempo de contradições silenciosas. Avançamos, e muito, na proteção aos animais, com leis que incentivam cuidados básicos como água e alimento em espaços públicos. Isso é, sem dúvida, um sinal de evolução.

Mas, nas mesmas ruas, há pessoas invisíveis.

Enquanto facilitamos o cuidado com animais abandonados, impomos limites ao auxílio direto a moradores de rua: restringe-se a esmola, burocratiza-se o acolhimento e conflitamos com medidas mais incisivas, como a internação compulsória, sem saber como agir, mesmo em situações de evidente vulnerabilidade

O problema não está em proteger os animais. Está no contraste.

Cuidar de um animal é um gesto imediato, que não exige enfrentar as causas profundas da desigualdade. Já lidar com a população em situação de rua nos obriga a encarar temas difíceis: saúde mental, dependência química, ruptura social e falhas estruturais. É mais fácil exercer a compaixão onde ela não nos confronta.

Assim, ampliamos nossa sensibilidade em uma direção, mas parecemos limitá-la em outra.

A liberdade de permanecer na rua, quando já não há plena autonomia, muitas vezes se confunde com abandono legitimado. E a restrição de gestos individuais de ajuda, ainda que bem-intencionada, pode acabar esvaziando o pouco de solidariedade imediata que resiste no cotidiano.

Uma sociedade verdadeiramente madura não escolhe entre cuidar de animais ou de pessoas, ela sustenta ambos como expressão coerente de humanidade. Quando essa coerência se rompe, o que se revela não é excesso de cuidado, mas a distribuição desigual da compaixão.

Humanizamos os animais quando reconhecemos neles dor, sede e necessidade de cuidado – e isso é um avanço. Mas, ao mesmo tempo, animalizamos os humanos quando naturalizamos sua presença nas ruas, reduzimos suas histórias à invisibilidade e aceitamos sua sobrevivência em condições indignas como parte da paisagem. Nesse contraste, não se revela excesso de sensibilidade, mas um deslocamento dela: tratamos com zelo aquilo que não nos confronta e endurecemos diante daquilo que exige responsabilidade coletiva.

Jackson Carlos da Silva

Gilson Marques esteve com o presidente da Acil

O presidente da Associação Empresarial de Lages (ACIL), Antonio Wiggers, recebeu na manhã desta quarta-feira, 08 de abril, o deputado federal Gilson Marques. Durante o encontro, foram apresentados e reforçados pleitos prioritários da classe empresarial da Serra Catarinense, contemplados na cartilha Voz Única, iniciativa que reúne demandas consideradas fundamentais para o desenvolvimento regional.

Entre os temas destacados, dois pontos ganharam atenção especial: a duplicação de trechos prioritários da BR-116 e a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Lages. As propostas são vistas como estratégicas para ampliar a competitividade da região, melhorar a logística e fortalecer a atração de investimentos.

Lucas pede explicações da concessionária Arteris com relação a BR 116

O deputado Lucas Neves (Podemos) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta semana para fazer cobranças incisivas à concessionária Arteris Planalto Sul, responsável pela BR-116. O pronunciamento focou na negligência da empresa em relação aos investimentos previstos e à segurança dos catarinenses. Abaixo, destaco os pontos principais da fala do parlamentar:

Lucas Neves criticou o descompasso entre o valor arrecadado nos pedágios e a entrega de melhorias. Ele enfatizou que a região da Serra Catarinense não pode mais aceitar o adiamento de obras estruturantes, como:

 Vias Marginais: Essenciais para desafogar o trânsito local e dar segurança às empresas instaladas às margens da rodovia.

Passarelas: O deputado destacou que a falta desses equipamentos em perímetros urbanos (como em Lages e Correia Pinto) é a principal causa de atropelamentos fatais.

O parlamentar relatou o estado precário de conservação em diversos trechos, a necessidade urgente de recapeamento asfáltico para eliminar trilhos de roda que causam instabilidade em veículos leves. A falta de iluminação adequada em trechos urbanos, o que agrava a insegurança tanto para motoristas quanto para pedestres.

Lucas reforçou que está mobilizando a bancada da Serra e as entidades de classe (como a Acil e Amures) para que a Arteris seja convocada a dar explicações formais. Ele defendeu que, se as obras não avançarem conforme o contrato, o Governo Federal deve considerar sanções ou até a revisão da concessão.

Audiência pública discute o caso das pessoas em situação de rua. Qual é a solução?!

A Câmara de Vereadores de Lages realizou, na noite desta quinta-feira, 9 de abril, uma audiência pública para debater iniciativas, desafios e possíveis encaminhamentos relacionados à população em situação de rua no município. O encontro reuniu autoridades do Executivo, representantes da segurança pública, vereadores e membros da comunidade.

O objetivo foi ampliar a discussão sobre a realidade vivida por pessoas em situação de rua, promovendo um espaço de escuta, reflexão e construção de medidas que possam contribuir para o atendimento dessa demanda com mais dignidade, acolhimento e efetividade.

Compuseram a mesa da audiência a prefeita de Lages, Carmen Zanotto; a secretária municipal da Assistência Social, Inês Salmória; a secretária municipal da Saúde, Rose Cristina Possato; a procuradora-geral do Município de Lages, advogada Rosane de Oliveira; e o capitão Bruno Mantovani, representando o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar.

Durante a audiência, fizeram uso da palavra os integrantes da mesa, vereadores presentes e também cidadãos inscritos para participar do debate. Ao longo da noite, foram apresentados questionamentos, observações e sugestões sobre o tema, evidenciando a complexidade da situação e a necessidade de atuação integrada entre poder público e sociedade.

Nas explanações, foram destacados serviços e iniciativas já existentes no município para atendimento à população em situação de rua, entre eles o Centro POP, que oferece refeições, espaços para higiene pessoal, grupos de apoio e atividades coletivas; o Albergue POP, destinado ao acolhimento noturno; e o Acolhimento POP, que atua com atendimento, encaminhamentos, busca e conciliação familiar, entre outras ações.

O debate reforçou que a questão da população em situação de rua exige atenção contínua e articulação entre diferentes áreas, como assistência social, saúde, segurança pública e gestão municipal, além da participação ativa da comunidade na construção de soluções.

Sim! E daí? Qual foi a medida que será adotada a partir desta audiência?