Operação “Fratres”: investigação que apura o crime de tráfico de drogas no Planalto Serrano

Na manhã desta sexta-feira (24/04), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou a Operação “Fratres”, em apoio a Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Curitibanos, com o objetivo de apurar e reprimir a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico no município de Curitibanos, na região do Planalto Serrano. 

Durante a ação, foram cumpridos um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages. Ainda, no cumprimento dos mandados de busca, houve duas prisões em flagrante – um dos homens que tinha mandado de prisão decretado acabou também sendo preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas e outro homem que não estava relacionado com a investigação também foi preso em flagrante neste local por tráfico ilícito de drogas, receptação e por porte de munição. Já um dos investigados que teve mandado de prisão decretado não foi localizado e está foragido. 

A operação decorre de investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Curitibanos, com o apoio da Polícia Militar e da Agência de Inteligência do 33º Batalhão da PM, que identificou a atuação reiterada de dois investigados na comercialização de drogas naquele município. 

Diante das apurações do GAECO, o Poder Judiciário, a partir de requerimentos formulados pelo Ministério Público de Santa Catarina, deferiu dois mandados de busca e apreensão, bem como decretou a prisão preventiva dos investigados, visando à garantia da ordem pública e à interrupção da atividade criminosa, considerando ainda o impacto social causado pela disseminação de drogas de alto poder destrutivo, como o crack, especialmente em comunidades menores. 

A Operação “Fratres” integra um conjunto de ações estratégicas desenvolvidas pelo GAECO e pelo Ministério Público de Santa Catarina voltadas ao enfrentamento qualificado do tráfico de drogas e de organizações criminosas, buscando a preservação da ordem pública e a proteção da sociedade. 

O sonho de R$ 1,4 bilhão que depende da construção de oito novos presídios

A proposta de transformar o Complexo Prisional da Agronômica, em Florianópolis, na “Cidade da Cultura” é um dos projetos urbanos mais ambiciosos de Santa Catarina, mas esbarra em um desafio logístico e financeiro monumental: a necessidade de criar 9 mil novas vagas no sistema prisional antes de qualquer demolição.

A desativação do Complexo da Agronômica, na capital, voltou ao centro do debate na Alesc nesta semana. O projeto ainda é uma promessa sem data no calendário. O motivo? Santa Catarina precisa construir oito novas unidades prisionais em diferentes municípios para absorver os 2,6 mil detentos atuais e suprir o déficit de vagas.

O secretário adjunto de Justiça, Leandro Ferreira de Melo, foi claro: sem as novas penitenciárias concluídas (quatro delas atualmente suspensas pelo TCE), a Agronômica não fecha. O investimento total previsto pelo Estado chega a R$ 1,4 bilhão. Enquanto a Secretaria da Fazenda avança com estudos de Parceria Público-Privada (PPP) e registra 87% de aprovação popular para o centro cultural, a realidade do sistema prisional dita o ritmo lento da mudança.

Fecomércio lança a “Carta do Comércio 2026”

A Fecomércio SC está mobilizada para as eleições de 2026, lançando a pesquisa “Carta do Comércio 2026” para mapear demandas de empresas de comércio, serviços e turismo. Entidades do setor em SC iniciaram reuniões com pré-candidatos, entregando estudos sobre impactos na jornada 6×1. A federação busca garantir que as prioridades do setor terciário sejam consideradas.
Ações da Fecomércio com Candidatos e Eleições:
  • Santa Catarina (2026): Início dos encontros com pré-candidatos a cargos majoritários e elaboração da “Carta do Comércio 2026” para nortear o planejamento econômico dos candidatos.

O exemplo que não vem de cima: Voos da Gol exigem prestígio dos políticos serranos

O esforço do Núcleo de Comunicação da ACIL e do empresariado local para promover a rota Correia Pinto – Congonhas tem dado frutos, com o aumento visível na ocupação das poltronas. No entanto, um fato gera indignação: enquanto se busca passageiros para garantir a linha, prefeitos e vereadores da Serra Catarinense continuam pegando a estrada rumo a Florianópolis para voar a Brasília.

Simulação feita mostra que saindo daqui até chegar em Brasília dá menos tempo do que ir de carro e chegar no aeroporto de Florianópolis. Portanto gasta mais tempo para chegar ao aeroporto de Florianópolis do que chegar em Brasília. Além de sair mais caro.

Na semana passada, mais um episódio desses foi registrado. É inadmissível que quem deveria ser o primeiro a prestigiar o Aeroporto Regional opte pela conveniência da capital. O caminho correto e simbólico seria decolar de Correia Pinto, fazer a conexão em Congonhas e seguir para o Distrito Federal. Sem o exemplo de quem governa, a manutenção de uma linha tão vital para o nosso desenvolvimento fica sempre sob ameaça.

Deputado questiona critérios para as inscrições do PIC

O deputado estadual Neodi Saretta manifestou preocupação com o encerramento das inscrições do Programa de Incentivo à Cultura (PIC) de Santa Catarina poucas horas após a abertura. Para o parlamentar, a situação evidencia falhas no modelo adotado e acaba restringindo o acesso de grande parte dos profissionais da cultura.

Saretta destacou que muitos produtores culturais foram impedidos de inscrever seus projetos devido ao curto período de funcionamento do sistema. Segundo ele, um edital dessa relevância precisa garantir igualdade de condições e tempo adequado para participação. Diante do ocorrido, o deputado informou que está encaminhando um Pedido de Informação ao Governo do Estado para que sejam esclarecidos os critérios adotados no processo, incluindo a forma de seleção, a dinâmica de liberação das inscrições e a definição dos limites orçamentários.